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A importância de desacelerar

Imagina que neste momento tens a possibilidade de ir para uma altura da tua vida, onde a tua pele está enrugada, estás mais velho e a tua vida está a chegar ao fim. Esse é normalmente um momento em que pensamentos e memórias dos anos anteriores começam a emergir.

A nova era trouxe com ela muitas mais valias, mas colocou-nos num ritmo tão rápido, que muitos se esquecem de abrandar o ritmo ou parar por um minuto. As pessoas andam obcecadas pela velocidade e querem tudo cada vez mais rápido.

Hoje é um luxo conseguir estar totalmente presente em cada momento, sem fones no ouvido, o telefone tocar ou um tablet com a agenda aberta, para saber o que temos que fazer a seguir. A maioria das pessoas troca o hoje pelo amanhã, e perde momentos cruciais da sua vida. Aproveitam apenas uma pequena percentagem do seu tempo, porque estão sempre à procura de algo mais.

A velocidade é muito sedutora e até viciante, porque está cheia de adrenalina. Mas, algo que já esquecemos é que quando abrandamos, ganhamos mais satisfação e contentamento.

Pode não ser necessário parar definitivamente toda a velocidade, mas é essencial começar a ter um número crescente de momentos do dia, onde há espaço para desacelerar. Não significa estar sentados e não fazer nada, significa parar de nos envolvermos com a nossa mente.

Se fizéssemos isso, não funcionaríamos como robots a partir do momento em que acordamos. Conseguiríamos desenvolver distância entre nós e os nossos automatismos, e separaríamos quem somos dos nossos hábitos e condicionamentos.

A próxima vez que te apanhares em ritmo acelerado pergunta a ti mesmo «O que estou a tentar conquistar é assim tão importante que vale a pena perder este momento?». Não chegues ao fim da tua vida cheio de arrependimentos. Essa altura é um momento para estarmos tranquilos e em paz com tudo o que vivemos.

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